quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Luto! (OP in 18/07/07)

Em respeito aos familiares das vítimas do acidente da Tam hoje não tem piadinhas ou coisas divertidas, somente lamentações acerca das conturbações na aviação brasileira.
Parece que todos nós teremos que desistir das viagens de avião.
Primeiro caos nos aoroportos. Vôos que não decolam ou demoram horas e horas para sair do chão. Quando isso ocorre por neblina, muito chuva é uma coisa. Causas de força maior, diriam os juristas, todas escusáveis. Agora, quando a falha é humana, quando havia um meio das companhias aéreas fazerem os vôos partirem e chegarem nos horários programados e tal não ocorre a revolta deve ser, e tem sido, muito grande.
Pena que o Brasil não é os Estados Unidos e nossa população ainda não pleiteia por indenizações por dano moral com grande frequência. Para mim, cada um daqueles que teve que dormir no chão, perdeu o pacote de viagem, não chegou a tempo de ver o filho nascer, enfim, teria direito à indenização que, na minha opinião, poderia superar os 20 salários mínimos.
Depois, tivemos a greve dos controladores de vôo. Eu sou muito favorável à greve de qualquer trabalhador, inclusive dos que exercem serviços essenciais. Todavia, o serviço deve permanecer disponível, para que não haja prejuízo da população que nada tem a ver com a paralização.
Bom e agora mais um desastre.
Antes já tinham havido derrapagens, aviões que escorregaram na pista de Congonhas e quase caíram na Bandeirantes. Depois de um longo processo de avaliação da pista e liberação da mesma, há esse acidente mostruoso que apavora os vizinhos do aeroporto mais uma vez e despedaça famílias em uma fração de segundos.
De quem foi o erro, ou onde ele esteve, se é que houve um, saberemos em algum tempo (ou não, quem confia nas informações da grande mídia atualmente). Agora, para que essas famílias recuperem o que perderam???
JAMAIS!
Nem com 30, 40 ou 50 anos.
É verdade que acidentes acontecem e eu sempre digo que aqueles que morrem em acidente aéros estavam marcados para morrer ali, dada a raridade do caso. Agora, pensando no direito, aquela indenização que falei de 20 salários pode subir para os 120, 240 as vezes e mesmo assim as famílias nunca terão conforto.
Meus pesames a todos aqueles que sofreram com a tragédia.
Agora, quanto à aviação brasileira tenho só uma palavra: REVOLTA!

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